Ao longo dos anos eu vi um bom bocado de informações publicadas sobre como sair da dívida. Na verdade, eu compartilhei grande parte da nossa própria luta para sair dessa situação. Sair da dívida é certamente muito mais difícil do que entrar em dívida mas, no entanto, com tempo suficiente e economias realizadas por um estilo de vida frugal, é certamente possível. Então por que tantos ainda estão afundados em dívidas?

Para responder a essa pergunta, primeiro é preciso considerar a resposta menos óbvia, algumas pessoas não estão nem um pouco preocupadas com isso. É sério. Eles ficam apáticos, acreditando que a dívida é apenas algo que as pessoas devem ter. Afinal de contas, quem é que pode ter recursos para comprar uma casa ou um carro com dinheiro? Mesmo se eles tivessem o suficiente, quem iria querer dar tanto dinheiro em uma compra tão grande?

Ignorando por alguns instantes o argumento de que faz ou não faz sentido pagar à vista uma casa, posso compreender como as pessoas têm aceitado a dívida como normal.

Infelizmente, vivemos em uma sociedade conduzida pela dívida. Nos dizem para sairmos e gastarmos para reativar a economia, mesmo quando nós não temos o dinheiro ou se preferimos poupá-lo para um dia chuvoso (e até mesmo quando vemos nuvens de tempestade se formando no horizonte).

Sociedade Conduzida Pela Dívida

Nós somos inundados com anúncios de emissores de cartões de crédito, bancos, concessionárias de veículos e por aí vai. Nossa mídia está saturada com mensagens que nos fazem sentir inferiores ou de alguma forma inadequada, se nós não possuímos o produto mais recente, uma casa maior, um carro chique, roupas mais agradáveis, mais brinquedos.

A única maneira de você e sua família quebrarem esse ciclo vicioso da dívida é finalmente gritar BASTA! Chega de comercialização. Chega de sentimentos de inadequação. Chega de ser comparado a outros. É hora de começar a viver dentro nosso meio, sem carros esportivos, barco, casa maior ou casa na praia.

Não tenho nada contra essas pessoas, mas eu não estou em concorrência com eles, porque financeiramente, temos pouco em comum. Nós temos mais bocas para alimentar. Podemos fazer escolhas diferentes. Podemos ter menos dinheiro porque minha esposa fica em casa com nossas crianças. Devemos renunciar a pompa de hoje para a promessa de independência financeira no futuro. E está muito bem assim com minha família. Mas nem sempre foi assim.

Por muito tempo tentamos nos manter como aquelas pessoas melhorando nosso estilo de vida com a dívida. Era uma fachada e a coisa engraçada sobre isso foi que provavelmente as pessoas achavam que estávamos usando simplesmente a dívida para financiar um estilo de vida que eles podiam pagar, mas nós não. Quem estava sendo enganado? Nós mesmos.

Um certo dia me dei conta que estava quebrado, com um trabalho de beco sem saída, uma esposa e dois filhos e nada para mostrar em sete anos de carreira além de uma pilha de dívidas e hipertensão arterial. Decidimos que era hora de parar de enganar-nos e dedicar nossas vidas a uma existência mais frugal. Se você não pode ser honesto com você mesmo, você não pode ser honesto com outras pessoas.

É difícil admitir para si mesmo que você fez besteira. Mas esta admissão é muito importante, porque só continuar com um estilo de vida de negação financeira leva você a um buraco maior e mais difícil se sair. Como diz o ditado, quando você achar-se dentro de um buraco, pare de cavar.

PARE

  • de pagar pagamentos mínimos em seus cartões de crédito.
  • de obter adiantamentos de dinheiro de caixas eletrônicos porque ter uma carteira repleta de dinheiro faz você se sentir rico.
  • jogar as contas no lixo sem sequer abri-las porque prefere se esconder à enfrentar a realidade.
  • de usar o cartão para pagar emergências e compras.
  • de abrir contas de créditos por uma camiseta grátis (já fiz isso) ou algum programa de recompensas boba que acumula pontos para que você possa trocá-los por mais porcaria e colocar junto das porcarias que já tem em sua casa vindas através de cartões de crédito (já fiz muito disso!).
  • de entrar em dívida para financiar carros porque lhe falta a disciplina para guardar dinheiro para um carro, ou a disciplina para comprar um carro menos sexy. Carros não definem você.

COMEÇE

  • a encontrar maneiras de aumentar sua renda. Faça horas extras, arrume um trabalho de meio expediente, arrume um bico, venda o que tem em casa acumulado, ou seja, há diversas formas de aumentar sua renda. Não há nenhum atalho para quitar dívidas.
  • a aceitar a responsabilidade pelas dívidas. Por anos eu culpei meu empregador, a escola, questões médicas, falta de educação financeira crescendo, etc. pela minha dívida. Ridículo. Muitas pessoas passam por coisas muito piores e conseguem viver dentro de suas possibilidades. Se é assim, nós também podemos.
  • a educar-se sobre finanças pessoais. Muito do que aprendi ao longo do caminho foi pela leitura. Eu peguei livros na biblioteca. Eu li revistas sobre dinheiro. Eu assisti programas voltados para finanças pessoais (programas de rádio, televisão, etc.). Desligue o jogo de futebol ou a novela drenadora de QI e troque por livros sobre finanças pessoais, orçamento, investimentos, fundos mútuos ou seguro ou uma biografia sobre alguém cuja situação financeira seja admirável.
  • a pensar em maneiras de obter o dinheiro trabalhar para você, e não o contrário. Quão melhor seria sua vida financeira sem dívida? Crie um orçamento dos sonhos e substitua seus pagamentos de dívida por contribuições para as contas de poupança, fundos de poupança para estudos e sua conta de aposentadoria. Substitua os pagamentos de juros por renda de juros. Descubra quanto ser um escravo da dívida realmente custa.
  • a reduzir suas despesas mensais para liberar a renda para pagar a dívida. Cancele a TV a cabo. Pare de comer fora. Compre seu seguro de automóvel. Corte seu próprio cabelo. Vá de bicicleta para o trabalho. Seja radical.

Então Você Quer Ser Livre

Algumas pessoas pensam que o governo está infringindo nossas liberdades. Outros pensam que o governo não faz o suficiente.

Eu digo que muitos em ambos os grupos estão esquecendo que eles já desistiram de suas liberdades. Eles são totalmente dependentes de bancos para financiar suas emergências, suas empresas e suas famílias. Eles voluntariamente assinam cheques de pagamentos futuros em troca de dinheiro emprestado.

As empresas procuram os bancos quando não conseguem pagar a folha de pagamento. As pessoas pegam empréstimos para pagar outros empréstimos ou empréstimos para financiar sua educação ou empréstimos para financiar uma compra de carro de emergência porque de seus outros apenas um não funciona. Essas pessoas ficam no telefone implorando a uma atendente de call center há milhares de quilômetros de distância por um aumento de limite de crédito para financiar uma viagem para cuidar de alguém querido.

Então se você realmente dá valor à liberdade, você irá juntar-se a mim na primeira tentativa de libertar-se da escravidão da dívida. Quando você contrair um empréstimo, você estará à mercê do banco e seu contrato estará bem preenchido com termos legais e as muitas maneiras para poder controlar sua vida por causa desse empréstimo. E se você não jogar de acordo com as regras estabelecidas, lembre-se de que eles têm seu crédito de refém e eles não se importam em mandar relatórios para as agências de crédito na primeira vez que você escorregar.

Na próxima vez que você tiver uma emergência, você ainda poderá chamar o banco, mas desta vez será para transferir um pouco do dinheiro do seu fundo de emergência para a sua conta para cobrir o pagamento dos encanadores ou o hospital ou do fundo de emergência da sua empresa para cobrir o reparo no caminhão da firma. Você já não estará à mercê daqueles que detêm o crédito. Você está verdadeiramente livre.