Por que As Mulheres Se Recusam a Se Casar Com Caras Mais Pobres?


É bom ser homem. O quanto é bom ser homem? Muuuuito bom. Fazemos xixi em pé. Não precisar se preocupar com coisas estúpidas como modelos de calcinha. Podemos arrotar e peidar quando quisermos. E esportes. Não perdemos tempo focando em minúcias da vida, como algumas mulheres fazem. E, a melhor parte de tudo, podemos olhar todos os peitos que queremos, uma vez que as mulheres insistem em usar blusas que os põe à mostra. Mulheres, nós as saudamos por isso. Não temos certeza porque fazem isso, mas parabéns por isso.

Mas espere, há ainda mais vantagens em ser homem esses dias. Acontece que todas as mulheres estão estudando cada vez mais, aumentando assim seu poder aquisitivo. Na verdade, na maior parte do mundo desenvolvido, as mulheres superam os homens na universidade. Nos EUA, as mulheres representam 56% dos estudantes nos campi universitários. Na Austrália, o número é ainda mais pronunciado, estudantes do sexo feminino são um total de 60%. Parece que o movimento de libertação das mulheres da década de 1960 e 70 realmente valeu a pena.

Por que mais mulheres vão para a faculdade que os homens? Em primeiro lugar, estudos descobriram que as mulheres, em geral, se saem melhor na escola do que homens; elas estão mais propensas a continuar os estudos. Homens jovens são um pouco propensos a tomar decisões precipitadas, como abandono dos estudos. Em segundo lugar, as mulheres continuam a dominar indústrias como a de docência e de enfermagem, carreiras que são geralmente bastante estáveis. Por outro lado, os homens tendem a dominar os empregos mais físicos, coisas como construção. O problema com estes trabalhos dominados pela ala masculina é que eles tendem a ser economicamente mais sensíveis, o que leva  a um emprego menos estável.

Os números comprovam o argumento. Nos Estados Unidos, em Out/2011, a taxa de desemprego masculina foi de 9,5%. Enquanto isso, a taxa de desemprego feminino foi de uma taxa percentual menor, de 8,5%. Ainda que as mulheres continuem a receber menos do que os homens para fazer o mesmo trabalho elas continuam a ser melhores em manter esse trabalho, possivelmente porque recebem menos.

Esta é a penúltima razão por que é incrível ser homem. As mulheres estão ganhando mais dinheiro do que nunca. Em apenas duas gerações, elas passaram de geradoras de despesas para  sucesso financeiro. Muitas delas compram propriedades e começaram a poupar para a aposentadoria muito antes do que os homens.

Como um único indivíduo que tem metas de riqueza, isso se apresenta com um problema muito bom para se ter. Se eu posso casar com uma mulher que ganha para ter uma vida decente, sobra mais para que eu possa colocar em investimentos. Juntos, podemos sobrecarregar as nossas economias e nos tornar ricos e independentes muito mais cedo. Além disso, ela poderia me fazer o jantar. Sim, seria um casamento perfeito.

Ou, o que também é comum é os homens se casarem com mulheres que ganham muito menos do que eles, sem perspectivas imediatas para aumentar essa renda. Isso aconteceu por séculos. Quando um cara chega ao ponto onde ele sabe que vai ganhar dinheiro decente, o contexto econômico (ou futuro) do seu cônjuge não importa tanto. A renda da mulher é vista como um bônus adicional.

Mas agora que as mulheres conseguiram a aprimorar os estudos e se tornar mais independentes financeiramente do que nunca, por que eles se recusam a casar com caras mais pobres?

Se você alguma vez tiver tempo para navegar no mundo do namoro online, você vai descobrir toneladas de mulheres inteligentes, ambiciosas e bem-sucedidas lá. E, quase sempre, elas dizem que estão procurando a mesma coisa em um cara. Elas não são nem um pouco sutis. Elas podem muito bem escrever em grandes letras em negrito, “pobre não precisa se inscrever”.

As mulheres tinham um grande motivo para se preocupar com poder aquisitivo de seu parceiro, que era a sua falta de poder aquisitivo. Agora, principalmente com tantas mulheres com diplomas e títulos úteis e empregos decentes, essa preocupação não é mais tão importante. Elas esperam casar com um cara que ganha, pelo menos, a mesma quantidade de dinheiro que elas. Isto não é um duplo padrão? Ou apenas um bom planejamento?

Olhe para suas amigas casadas. Quantas das mulheres ganham mais dinheiro do que seus maridos? Claro, você provavelmente pode apontar uma ou duas, mas a maioria definitiva casou com caras que ganham muito mais que elas. Por isso é tão importante, considerando que elas têm o seu próprio poder aquisitivo? Será que é porque velhos padrões evolucionários custam a morrer? Será que é porque as mulheres ainda têm essa noção antiquada que os caras devem cuidar delas? Será que as mulheres são aproveitadoras?

Parece-me que as mulheres querem ter as duas coisas. Eles querem maximizar os seus rendimentos próprios, mas ainda casar com um cara mais bem-sucedido do que elas. Elas querem se sentir cuidadas, mas independentes ao mesmo tempo. Elas lutam por igualdade salarial e igualdade de oportunidades, mas recusam-se a considerar ou mesmo namorar alguém que não cumpra a sua definição de sucesso. Elas querem ao mesmo tempo cuidar de si e ter um homem para cuidar delas.

Mulheres, eu suponho que querem um cônjuge que seja capaz de sustentar a família. Talvez vocês poderiam ser um pouco mais sutis. Quão chateada ficaria se um cara se recusasse a namorar você por causa de suas perspectivas de ganho? Chega de duplo padrão.

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A resposta de uma mulher.

Entendo o que você diz, mas aqui estão as minhas respostas como uma mulher que acredita em um relacionamento meio a meio (pago a metade de tudo, inclusive comida, aluguel, etc) e que tem um parceiro que tem poder aquisitivo igual (embora em um situação de trabalho regular, ele ganha 30% a mais, sendo que ele é mais velho e mais estabelecido devido a experiência, mas como um freelancer, eu ganhar a mesma quantia que ele).

Eu não diria que estamos nos RECUSANDO a casar com caras pobres, apenas nós temos outras prioridades para pensar.

FAMÍLIA & FILHOS

Se você não quer ter filhos, por que não “casar com caras mais pobres”? Mas se você quer ter filhos, meu poder aquisitivo será menor no período que tiver filhos (especialmente em um trabalho como o meu, onde é 100% viagem) e eu preciso de alguém que possa preencher as lacunas.

As mulheres não têm a opção de NÃO gerar a criança (salvo para os casos de adoção).

Se pudéssemos delegar ou nos revezar com os nossos parceiros (sorte das lésbicas), nós o faríamos! No entanto, gerar uma nova vida por 9 meses e depois ter que passar por dar à luz e se recuperar do parto, cuidar da criança, pelo menos nos primeiros 6-12 meses de sua vida, não é uma questão de opção.

Nós somos aquelas que têm de fazer tudo fisicamente e isso afeta o nosso trabalho e, portanto, o nosso poder aquisitivo.

Você pode estar de licença maternidade e durante esse tempo pode ser demitida e substituída por alguém que não tem um bebê pequeno para cuidar.

Portanto, podemos fazer coisas como poupar o máximo possível do nosso rendimento, mas, francamente, desgraças acontecem… Então precisamos de um parceiro para assumir apenas no caso de algo acontecer, para que a família permaneça segura e bem cuidada.

No caso de todas as mães solteiras que fazem tudo isso por conta própria, eu as saúdo.

NÓS NÃO OPERAMOS NOS MESMOS CÍRCULOS SOCIAIS

O ponto principal aqui é que eu nem sequer iria conhecê-lo, a menos que fosse por acaso.

Não estou dizendo que sou esnobe, estou dizendo somente a verdade.

Se eu tenho amigos médicos, advogados e eles têm amigos do mesmo círculo social, é raro encontrar alguém que não tenha ido para as mesmas universidades, frequente os nos mesmos círculos profissionais, trabalhe nos mesmos empregos e/ou tenha se tornado amigo desde o ensino médio ou fundamental ou médio.

Alguém que trabalha no Mc Donalds geralmente não tem os mesmos amigos de alguém que trabalha em um banco como um banqueiro de investimentos.

Meu segundo ponto é que causa um desconforto nas reuniões sociais quando uma pessoa não frequenta aqueles mesmos círculos.

Isso não quer dizer que nós nunca podemos ter amigos que trabalham em empregos de salários mínimos, mas se você colocá-los todos juntos, poderá causar tensão ou desconforto, especialmente em uma situação romântica, na qual eles são os únicos que não frequentaram a mesma faculdade e assim por diante.

Ou eles apenas se sentirão intimidados.

Nossos amigos podem não ter os mesmos temas de interesse ou o mesmo histórico social/educacional para se sentirem confortáveis.

Isto não se aplica apenas às mulheres “que casam com caras mais pobres”.

A título de registro, vi isso com os homens que têm esposas que não estão nos mesmos círculos sociais de seus maridos e seus amigos com suas esposas, por isso mesmo quando caras “casam com mulheres mais pobres”, dependendo da diferença de status social e educacional, suas esposas também podem se sentir deixadas fora de conversa ou simplesmente desconfortáveis.

Elas sentem que não sabem o que falar, ficam tímidas, sentem que não são intelectuais o suficiente para manter uma conversa – a insegurança aparece sem que elas notem

Elas podem procurar por qualquer oportunidade para tentar ou provar seu valor (instituições de caridade, voltar a estudar, etc – a mulher do meu primo é assim) ou encontram maneiras de arrumar desculpas para não ir aos compromissos ou evitam-nos completamente.

FAZER SUA PARTE DO ESFORÇO FINANCEIRO

De fato,  não preciso de muito dinheiro para viver, se  pensar nisso profundamente.

Certamente, gasto mais do que preciso para viver, mas se eu chegasse ao fundo do poço, poderia reduzir meus hábitos de gastos.

No entanto, essa situação não duraria por muito tempo, porque  procuraria um emprego mais bem pago o mais rápido possível para que eu pudesse voltar a comer boa comida e não vivendo de miojo.

Posso estar trabalhando no Starbucks ou Mc Donald, servindo as massas, mas  tenho um plano B para sair de lá e ter um emprego melhor, considerando a minha formação educacional e experiência.

Ainda assim,  quero alguém que faça a sua parte financeiramente, da mesma maneira que eu faço. Não quero sustentar ninguém se  ele não quer me sustentar! Quero ser interdependente e não dependente ou independente. Se não, qual é o ponto de uma parceria?

Eu tinha uma amiga na escola que foi demitida de forma inesperada de uma empresa e ela acabou como garçonete para pagar sua parte das contas, embora o marido, que trabalhava em um banco de investimentos pudesse ter facilmente lidado com as contas por conta própria.

Isso é fazer a sua parte financeiramente.

Não preciso de um milionário (tenho o meu próprio dinheiro, obrigada), eu só preciso de alguém que possa criar um vínculo e que trabalhe duro e não diga “quero ser um fritador de hambúrguer no Mc Donald para pro resto da vida”.

OS HOMENS GERALMENTE NÃO QUEREM MULHERES QUE OS INTIMIDE

Posso criar polêmica ao dizer isto, mas na minha experiência  não só as mulheres não querem casar-se com pessoas mais pobres, mas os homens também não querem se casar com mulheres mais ricas.

Não estou dizendo que é experiência ou ponto de vista de TODOS, mas que geralmente é o que  observo, mesmo quando falo com amigos homens. Eles querem se sentir como O HOMEM.

OLHE SÓ QUERO UM PARCEIRO

O ponto principal de tudo isso é que eu só quero um parceiro.

Um parceiro igual, que se sinta confortável com meus amigos, que é ambicioso, como  sou, que pode falar sobre os mesmos temas que eu, ao invés de me dizer “o que você disse, entrou por um ouvido e saiu pelo outro” e é realmente a minha melhor metade.

Se eu ganhar mais do que ele, ótimo. Ele só não pode começar a ficar preguiçoso, acomodado e se recusar a fazer sua parte porque eu estou lá para segurar.

E… se esse acontecer desse cara trabalhar em um emprego de salário mínimo ou voltar a estudar em algum momento, eu não ficaria contra ele de forma alguma.

Não importaria se eu me apaixonasse por ele na chamada “fase errada” de sua vida.

Para mim, ele basicamente “está fazendo o que pode” para melhorar sua situação e isso é impressionante.

Eu veria o potencial desse parceiro e sua situação temporária não importaria, desde que ele tenha planos para sair da situação, e não ser complacente.

Além disso, devo observar que parece que as esposas que acabam por sustentar seus maridos (geralmente quando negócio do marido esta indo mal) e/ou são o ganha-pão da família  tendem a se ressentir muito, mesmo que isso não faça sentido.


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